O pior atraso de um município, é a incompetência e a politicagem

Altamira do Maranhão vive um caos que nem os moradores mais antigos imaginaram enfrentar. Em apenas 11 meses, Marton Pajeú recebeu mais de R$ 34.818.532,29 em repasses federais constitucionais — dinheiro suficiente para manter o básico funcionando. Mas o que se vê é uma cidade à deriva, presa ao improviso e ao abandono.

As escolas seguem sem merenda escolar, os servidores contratados acumulam 2 a 3 meses de salários atrasados, outros recebem de forma fatiada, e até comissionados e secretários têm vencimentos reduzidos pela metade. A crise é tão profunda que até Conselheiros Tutelares, responsáveis por proteger crianças e adolescentes, estão sem receber — algo nunca visto em Altamira.

O risco agora é ainda maior: a gestão pode atrasar também o salário dos servidores efetivos e não há qualquer garantia real do pagamento do décimo terceiro. Famílias vivem no limite, sem respostas, sem explicações e sem perspectiva.

O comércio local agoniza. Com o servidor sem salário, o dinheiro não circula, e Altamira experiencia um colapso econômico sem precedentes. As ruas estão mais vazias, os caixas mais fracos e a esperança mais curta.

Apesar disso, parte do grupo aliado do prefeito tenta justificar o injustificável. Mas chega um ponto em que os fatos falam mais alto: a cidade está no vermelho, abandonada e entregue a um gestor sem controle e sem rumo. A incompetência se tornou rotina, a omissão virou método e o desrespeito com a população se transformou em marca registrada da administração.

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