Dedinha recebe direção do PL Maranhão

Fala do presidente do PL  Valdemar Costa Neto, expressa sua satisfação em entregar a direção de um dos maiores partido do país nas mãos da deputada federal do Maranhão “Tive a satisfação de me reunir com o deputado federal Josimar josimarmaranhaozinho e a deputada federal Dedinha (@detinhapl). Tratamos de estratégias para fortalecer nossas bases e levar mais resultados para a população maranhense.”

Seguimos trabalhando com compromisso em todo o Brasil.

Vale a pena rouba? se eles serem presos não.

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal formou maioria para condenar três deputados do Partido Liberal por corrupção passiva em esquema envolvendo emendas parlamentares, com votos dos ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia.

Foram condenados Josimar Maranhãozinho (6 anos e 6 meses), Pastor Gil (5 anos e 6 meses) e João Bosco da Costa (5 anos), todos em regime semiaberto, por solicitação de vantagens indevidas na liberação de recursos para São José de Ribamar.

Arari: um polo do Perigo

A ex-controladora do município de Arari, Karine Oliveira, apontada como peça chave no esclarecimento das denúncias que investigam um possível esquema de desvio de verbas do FUNDEB por meio de servidores fantasmas, sofreu um grave acidente na tarde de ontem.

Karine se deslocava da cidade de Paraibano com destino a Teresina quando a caminhonete em que estava perdeu o controle, saiu da pista e colidiu contra uma elevação de terra ao lado do acostamento.

Ela permanece sedada para preservar a gestação, e seu quadro clínico é grave, segundo informações preliminares.

Karine Oliveira havia sido dispensada de suas atividades pela prefeita Maria Alves e foi acionada novamente após o escândalo de supostos desvios milionários do FUNDEB por meio de funcionários fantasmas vir à tona.

Pessoas próximas à ex-controladora levantam suspeitas sobre a causa do acidente, especialmente porque o veículo havia passado por manutenção recente.

Diante disso, familiares devem solicitar uma perícia técnica na caminhonete para tentar esclarecer o que realmente provocou a perda de controle do automóvel.

O episódio adiciona mais tensão ao ambiente político local, já marcado por suspeitas e investigações envolvendo a gestão municipal e o uso de recursos da educação.

Mistério: Vereadora do Médio Mearim tem morte repentina

A cidade amanheceu em choque nesta quinta-feira (23) com a triste notícia do falecimento da vereadora Fernanda Maroca. Ela foi encontrada sem vida em sua residência.

Fernanda Maroca era conhecida por seu carisma, dedicação à vida pública e forte presença nas redes sociais, onde compartilhava momentos do seu trabalho, rotina e mensagens de incentivo.

A notícia causou grande comoção entre amigos, familiares e seguidores, que têm deixado mensagens de pesar e despedida nas redes sociais.

Por isso que o dinheiro não dá pra arrumar as estradas e melhoras saúde e educação

Uma investigação revelou uma conexão milionária entre a prefeitura de Pindaré-Mirim, comandada pelo médico Alexandre Colares, e uma empresa controlada por um jovem empresário com fortes vínculos políticos.

William Penha Barros Filho, conhecido como Will, é filho do atual vice-prefeito de São João Batista, Willame Barros. Ele está à frente da Genesis Locação de Máquinas e Equipamentos Ltda., empresa fundada em 2021 que passou a se destacar no cenário de licitações públicas a partir de 2024. Em pouco tempo, a Genesis conquistou contratos de alto valor com diversas prefeituras maranhenses.

Em Pindaré-Mirim, o caso chama atenção pelo volume de recursos. Dados do Tribunal de Contas do Estado mostram que a empresa já assegurou R$ 18.927.853,54 em nove contratos firmados com a administração municipal. O valor corresponde a oito contratos de locação de veículos e um para a construção de uma escola.

Apesar dos números expressivos, a transparência da gestão é motivo de questionamento. Enquanto o TCE aponta a existência dos nove contratos, o Portal da Transparência do município exibe apenas um, referente à construção de uma creche e escola de educação infantil na comunidade Piçarreira.

A discrepância entre as informações oficiais e o que é disponibilizado ao público levanta dúvidas sobre a divulgação dos contratos de locação de veículos e os critérios adotados pela prefeitura para firmar os acordos com uma empresa recém-criada.

Por isso que não tem para saúde, e educação.

O Ministério Público do Estado do Maranhão (MPMA) instaurou um procedimento administrativo formal para investigar uma grave denúncia de corrupção na Secretaria de Saúde de São Mateus do Maranhão. A suspeita é de desvio de verbas públicas destinadas ao Programa de Tratamento Fora do Domicílio (TFD), um recurso essencial para pacientes que necessitam de tratamentos médicos complexos não disponíveis no município.

A investigação, conduzida pelo promotor de justiça Dr. Thiago Lima Aguiar, titular da 1ª Promotoria de Justiça da comarca, foi oficializada através da Portaria de Instauração nº 10011/2025. O caso, que agora corre sob o Procedimento Administrativo SIMP nº 000389-068/2025, teve origem a partir de uma denúncia corajosa feita pelo cidadão local, que levou as possíveis irregularidades ao conhecimento das autoridades.

O Programa de Tratamento Fora do Domicílio (TFD) é um pilar do Sistema Único de Saúde (SUS) e visa garantir que cidadãos com doenças graves possam receber tratamento em outras cidades quando os recursos locais se esgotam. O desvio de verbas dessa área representa um ataque direto aos mais vulneráveis: os doentes que dependem do apoio do poder público para terem uma chance de cura e uma melhor qualidade de vida.

Inicialmente, a denúncia foi registrada como uma “Notícia de Fato”, um procedimento preliminar para averiguar a veracidade das informações. No entanto, diante da gravidade dos fatos narrados e da necessidade de aprofundar a apuração, o promotor Thiago Lima Aguiar decidiu converter o caso em um “Procedimento Administrativo”.

Essa mudança de status significa que o Ministério Público encontrou indícios suficientes para levar a investigação a um novo patamar. A partir de agora, o promotor poderá coletar informações detalhadas, tomar depoimentos, solicitar perícias, requisitar documentos e realizar todas as diligências necessárias para identificar os responsáveis pelo suposto esquema de corrupção e, se for o caso, ajuizar a ação judicial cabível para punir os culpados e buscar o ressarcimento do dinheiro público.

Conforme a portaria, o objetivo é claro: “apurar os fatos narrados, identificar os responsáveis e adotar as medidas legais cabíveis para a proteção do patrimônio público e dos direitos dos usuários do SUS”. A decisão do MP reforça seu papel constitucional de defensor dos interesses da sociedade e fiscalizador do poder público.

A comunidade de São Mateus do Maranhão aguarda com apreensão os desdobramentos desta investigação, que coloca em xeque a gestão dos recursos da saúde no município. O blog Joerdson Rodrigues continuará acompanhando o caso de perto, trazendo novas informações assim que forem disponibilizadas.

O Maranhão chora todo dia, com essa corrupção sem limite

Mensagens obtidas pela Polícia Federal (PF) mostram que a propina cobrada em contratos da área da Educação em cidades do Maranhão variava conforme o produto contratado.

Em conversa sobre o município de Buriti Bravo (MA), dois investigados mencionam a suposta cobrança de “35 livro; 30 projetos; 25 laboratório”, sinalizando diferentes valores de retorno ilegal a depender do objeto da contratação.

Segundo o relatório da PF, a estratégia dos intermediários era equilibrar os percentuais, oferecendo valores menores em alguns contratos e elevando a cobrança em outros, como no caso dos livros, que tinham o maior percentual.

“Aqui é 25”, escreveu um dos suspeitos em um dos diálogos incluídos no documento.

Logo depois, o outro respondeu “Espero”, detalhando a divisão de percentuais. Para os investigadores, esse diálogo demonstra como o grupo ajustava as negociações de propina conforme o tipo de material fornecido às prefeituras.

As descobertas fazem parte da operação Lei do Retorno, que apura o desvio de cerca de R$ 50 milhões em recursos públicos da Educação no Maranhão. Os valores saíam principalmente de contratos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (Fundeb) para a aquisição de materiais didáticos.

Em outro momento, os investigados citam um diálogo com referência dos investigados ao município de Estreito (MA). Em áudio, um dos intermediários afirma que seria necessário pagar a empresa antes de uma reunião com a secretária municipal, “pra quando chegar na reunião já tá totalmente no nosso lado”.

Para a PF, o diálogo evidencia o “modus operandi” da organização criminosa, que usava os “presentinhos” – como era chamada a propina – como garantia de influência sobre decisões de gestores locais.

O Maranhão não aguenta mais tanto corrupção

MPF consegue condenação da Prefeitura de Igarapé Grande (MA) por fraudar dados em sistemas do SUS.Erlânio Xavier era o prefeito de Igarapé Grande na época em que o MPF ajuizou a ação na Justiça Federal.

O Ministério Público Federal (MPF) conseguiu a condenação do município de Igarapé Grande (MA) pela inserção fraudulenta de dados nos sistemas do Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo da fraude foi inflar artificialmente a produção ambulatorial e hospitalar registrada para aumentar os repasses de verbas federais da saúde ao município. A sentença da Justiça Federal atendeu aos pedidos de ação civil pública movida pelo MPF e determinou a devolução de R$ 2 milhões aos cofres públicos federais.

Proposta em 2022, quando o município tinha como prefeito Erlânio Xavier (PDT), a ação teve como base uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU), que apontou aumento abrupto e incompatível no número de procedimentos informados pelo município a partir de 2019. De acordo com a CGU, entre as irregularidades identificadas estão o salto de 7.392 consultas especializadas, em 2018, para 385.577, em 2019.

A auditoria também identificou a inclusão de mais de 11 mil exames de monitoramento ambulatorial da pressão arterial (MAPA) sem que houvesse equipamentos disponíveis e o registro de mais de 4 mil procedimentos de debridamento de úlcera, quando a média real não passava de 16 mensais. Além disso, em 97% dos casos não havia identificação nominal dos pacientes.

Para o MPF, essas distorções evidenciam manipulação deliberada dos sistemas com o objetivo de aumentar os valores repassados pela União por meio do Incremento Temporário da Média e Alta Complexidade (MAC).

Na decisão, a Justiça ressaltou que o município não comprovou a legalidade das produções declaradas e determinou a devolução integral dos valores recebidos de forma irregular, corrigidos monetariamente e acrescidos de juros. Além disso, impôs ao município a obrigação de registrar futuramente a produção do SUS por meio de boletins individualizados de atendimento, de forma a garantir a rastreabilidade dos procedimentos realizados.

A União também foi responsabilizada de forma institucional, por omissões e falhas de fiscalização que permitiram a prática das fraudes. A sentença aponta que o repasse de recursos se deu em um ambiente vulnerável, sem auditoria ou validação estatística adequada, o que facilitou manipulações.

Como medida, a Justiça determinou que a União implemente mecanismos técnicos eficazes e permanentes de controle no âmbito dos sistemas SIA/SIH/DataSus. Entre as medidas indicadas estão a validação estatística automatizada, o bloqueio preventivo de lançamentos incompatíveis com a capacidade instalada, auditorias cruzadas baseadas em dados populacionais e transparência ativa em tempo real das informações que servem de base para repasses.

A sentença, além de decretar restituição do valor do prejuízo aos cofres públicos, também confirmou decisão liminar anterior, que já havia bloqueado o montante de mais de R$ 2 milhões nas contas do município, fixado o limite de, aproximadamente, um milhão de reais para os repasses no exercício de 2022 e proibido novos repasses vinculados ao Incremento Temporário MAC naquele período. A Justiça determinou, ainda, multa de cem mil reais em caso de descumprimento das medidas.

Ação Civil Pública nº 1004710-58.2022.4.01.3703