Parnarama adere ao agronegócio com mandioca

Agricultores familiares de Parnarama estão prestes a integrar o universo do agronegócio em grande escala. A AMBEV, empresa brasileira produtora de bebidas, negocia aumentar o fornecimento da mandioca cultivada no município para a produção da Magnifica (genuinamente maranhense), da linha de cervejas da multinacional. Cogita-se a instalação de uma unidade produtora no município.
O secretário Breno Silveira e o empresário Rodrigo Dantas mantêm negociações para que os produtores rurais locais fortaleçam o cultivo da raiz, diversificando sua utilização. Atualmente o tubérculo é aproveitado, em larga escala, como matéria-prima de farinha e raízes frescas. Mesmo assim, cultura geradora de ocupação e renda.
Expansão – O secretário municipal de Agricultura, Rildanio Barros, destaca a importância do diálogo para a consolidação e expansão do Projeto Assistec-Mandioca, idealizado pelo Governo do Estado. Sob coordenação da Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e de Extensão Rural do Maranhão – AGERP-MA, o programa objetiva assistir as unidades familiares de produção de mandioca.
O prefeito Raimundo Silveira destaca a importância das negociações e considera que o município caminha para atrair investimentos que o coloque em posição de destaque como polo desenvolvimentista. “O Maranhão se destaca na produção de mandioca, embora o aproveitamento ainda não tenha larga escala comercial. Com essa iniciativa, poderemos elevar a produção da raiz na economia estadual”, aposta.

Agora é pra valer famem é acusada por prefeito desvios de recursos da covid-19

“Esquema”??? Prefeito revela que FAMEM cobrou valores abusivos por testes rápidos de Covid-19.

Erlânio Xavier presidente da FAMEM e prefeito da cidade Igarapé grande

 

Prefeito da cidade de São Pedro dos Crentes, Dr. Lahesio Bonfim

Em entrevista para uma rádio de São Luís, o prefeito de São Pedro dos Crentes, Dr. Lahesio Bonfim, revelou que a FAMEM, presidida pelo prefeito de Igarapé Grande, Erlanio Xavier, cobrou valores abusivos de testes rápidos de Covid-19 para as Prefeituras do Maranhão. Dr. Lahesio afirmou que os valores oferecidos para os prefeitos chegavam a custar quase R$ 300 reais a unidade. “Imagine então o tanto de dinheiro que desapareceu nesse país gastando com besteira, comprando teste rápido, os mesmos testes que eu, três meses depois, comprei por R$ 17 reais. E a CPI está buscando quem usou cloroquina e quem não buscou comprar a vacina antes”, declarou o prefeito.

Seria ótima se a CPI da Covid também abordasse para onde foram os recursos utilizados para a compra de testes rápidos com valores abusivos cobrados pela FAMEM de Erlânio Xavier. A corrupção entrou com força no país durante a pandemia, o presidente da FAMEM deveria dar boas explicações sobre o porquê cobrar valores exorbitantes e explicar qual foi o destino desse dinheiro.

Cedral aniversaria com inaugurações

Cedral (na Baixada Maranhense) comemorou 57 anos de emancipação política, na quarta-feira 9 de junho, respeitando os critérios fixados pelas autoridades sanitárias, em função da pandemia que envolve o universo. O prefeito Fernando Cuba limitou a programação ao essencial relativo à exaltação do fato histórico.
Mas o cenário não impediu que realizações administrativas fossem simbolicamente entregues à população. As comunidades rurais de Retiro de São Bento, Oiteiro e Parati foram contempladas com prédios públicos totalmente reformados para o funcionamento de unidades de saúde e educação. O secretário Paulo Roberto (Saúde) e a diretora escolar Dirá comemoraram.

Marluce Mendes chefe de gabinete da prefeitura de Cedral prestigia os 57 anos do município ao lado prefeito e primeira dama

Ao longo das celebrações participaram o secretariado e as principais lideranças políticas e comunitárias. Atenção especial foi dada aos profissionais da saúde, envolvidos nos procedimentos em defesa da população. Ações preventivas foram adotadas como salvaguarda e apoiadas pela gestão municipal.
Ato político – Na Câmara aconteceu sessão solene, com presença dos vereadores e convidados. O presidente do Poder Legislativo, Maurício Reis (Republicanos), externou a satisfação das bancadas pelo transcurso da data e saudou a população em nome da representação cameral.
Para o vereador, a crise mundial não esmoreceu o espírito dos que lidam com o poder municipal: “Nossas autoridades têm atendido as nossas necessidades; e este poder tem contribuído para manter aceso o ânimo por melhores dias”, reforçou o parlamentar. A mensagem do presidente mereceu alegre acolhida dos seus pares.
Agradecimento – Ao prefeito, ao lado da primeira-dama e secretária de Educação, Eliedene Rosa Cuba, coube agradecer a confiança manifestada pelas lideranças e ressaltar que todo o esforço está sendo feito para minimizar os danos da covid sobre a população. Ele aproveitou para recomendar cuidados ao povo.
Cuba destacou as realizações nestes cincos meses de administração e as dificuldades em conciliar governo e medidas protetivas para o enfrentamento da crise sanitária. Comemorou os baixos índices de contaminação e mortalidade, mas alertou que a guarda deve ser mantida: uso de máscara, sem aglomeração e com distanciamento.
Parceiro – O deputado estadual Roberto Costa (MDB) foi prestigiar a comemoração e entregar 300 kits de alimentos (cestas básicas) a famílias assistidas pelo Serviço Social do Município, administrado pela Secretaria Municipal de Assistência Social, sob o comando da secretária Sarah Carneiro.
Ao agradecer a oferta, a secretária destacou as principais ações desenvolvidas pelo órgão, alinhando os vários programas que se destacam na agenda da repartição. Ao parabenizar o governo municipal pela atuação nesta área, o deputado confessou-se gratificado pela parceria no atendimento das demandas socais.

Fechamento de postos fixos preocupa produtores

O fechamento de postos fixos (barreiras sanitárias) operados pela Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (AGED-MA) preocupa produtores rurais. Eles temem pela invasão de pragas e doenças às lavouras e à produção de origem animal e vegetal. Na região do recentemente desativado Posto Fixo do Pirang(j)i (Araioses), de intensa movimentação oriunda do país, via Nordeste, o temor é crescente.
O acesso ao Maranhão pela área, de diversos insumos, atemoriza o público-alvo, pela ameaça à qualidade da produção agropecuária e à quebra de interesse pelos gêneros exportados pelo Estado a partir do setor primário. “Com as divisas estaduais livres, corremos sérios riscos”, diz Raimundo Machado, agricultor familiar, apelando ao governador pelo retorno às barreiras fechadas.
Ameaça – Ao longo dos 19 anos de existência da AGED-MA barreiras zoofitossanitárias foram mantidas nas principais divisas estaduais do Estado. Elas são estruturas responsáveis pela fiscalização do trânsito de animais e vegetais, de produtos e subprodutos de origem animal e vegetal. A ação impede a entrada de pragas e doenças e garante a saúde dos animais, vegetais e da população. Das muitas existentes restam apenas três: Timon, Gurupi e Barão de Grajaú.
A crescente desativação, sob alegação de prejuízo financeiro à AGED-MA, preocupa servidores, agropecuaristas e agricultores familiares. Os primeiros pelo desemprego; os demais pela ameaça à qualidade dos gêneros e pelo prejuízo à economia. Sustentáculo do agronegócio, a movimentação do mercado sustenta um terço da balança comercial brasileira, com expressiva contribuição maranhense.
Filtro – Pelo Pirang(j)i (entroncamento da MA-345 com a BR-343) chegam produtos de todo o país, via região nordestina. Lavradores e criadores justificam a barreira sanitária como “filtro das pragas e doenças impedidas de entrar em nosso mercado e prejudicar nossa produção de origem animal e vegetal”, avalia o produtor rural José das Graças Lira.
Preocupados a crescente desativação (“em breve não teremos nenhuma!”) das barreiras, servidores e usuários indagam ao Governo do Estado: “O que pretende o poder público com a decisão? Comprometer a qualidade da produção, hoje procurada por imensa faixa de mercado consumidor nacional e internacional?”. Foi a questão colocada pelos produtores rurais Agenor Batista dos Santos e Alexandre Rebelo. Ele temem pela falência do setor primário maranhense.