A política da AGED-MA e suas nefastas consequências Diego Sampaio

Paira sobre a produção de origem animal e vegetal maranhense ameaça à qualidade, à saúde pública e à segurança alimentar, com a desativação das barreiras zoofitossanitárias, drasticamente reduzidas ao longo dos últimos meses. Eram nove; estão limitadas a quatro, também prestes a desaparecer. E a Agência Estadual de Defesa Agropecuária (AGED), que as opera, nem cogita realizar as volantes (blitzs móveis) para diminuir o impacto da tragédia.
O principal dano reflete-se nos insumos que transitam pelo Estado, através das várias divisas com unidades da Federação. Como disse um agricultor familiar, “gêneros de várias origens chegam e são admitidos no Maranhão, sem que meçamos seus efeitos sobre nossa produção final”. Vai das pragas e doenças ao uso indiscriminado de defensivos agrícolas.
A AGED-MA tomou açodadamente a decisão de fechar as barreiras, sem consulta a servidores e usuários diretamente envolvidos com a problemática. Neste particular, um nicho dos mais ameaçados é o da produção animal. O trânsito do gado vindo de fora pode conduzir zoonose com perigo à convivência humana. Associado ao abate clandestino, cuja campanha contra está em andamento, com sucesso. O que ameaça a condição sanitária do nosso rebanho (o segundo maior do Nordeste), a segurança alimentar e a saúde dos consumidores de nossa produção, interna e externa.
Num cenário mais amplo, urge observar outras ações equivocadas da política de defesa agropecuária, executada pela Agência, que foge aos propósitos para os quais a autarquia foi criada: tímido combate ao abate clandestino, na medida em que desestrutura a fiscalização; incapacidade técnica e de gestão na construção do Sistema de Gestão Agropecuária do Maranhão; cessão da receita própria da Agência ao Tesouro; não nomeação de candidatos aprovados no concurso público, sobrecarregando o quadro de pessoal existente; coação sobre agentes do Grupo AFA (Atividade de Fiscalização Agropecuária) para que assumam a condução dos veículos da autarquia quando em atividades de campo (o edital do concurso ignora esta competência), ameaçando-os com o PAD (Processo Administrativo Disciplinar) caso não o façam; oferta (?) de frota sucateada para as atividades de campo; instalações físicas arruinadas.
Produtores e empreendedores rurais têm se dirigido a nós, integrantes do AFA, e o fazem até ao governador do Estado, indagando sobre a intenção das políticas equivocadas postas em prática pela autarquia. Estranham o silêncio do governo sobre os feitos e temem pelos prejuízos, até a extinção da autarquia, o que resultará no caos político-administrativo no setor. “Com as divisas estaduais livres de fiscalização, corremos sérios riscos”, alerta o agricultor familiar Raimundo Machado em recado ao governador, pedindo a reabertura das frentes.
Ao longo dos 19 anos de existência, a AGED-MA e os que a integram nunca estiveram tão ameaçados. Mas ainda lhes restam a firmeza para dizer NÃO à política do medo e à intencional desconstrução da autarquia.
*Fiscal Estadual Agropecuário e presidente do SINFA-MA

Os 86 anos de Bequimão foi marcado por ordem de serviço pelo governo do estado

Atos administrativos marcaram a visita do vice-governador Carlos Brandão e comitiva a Bequimão, nas comemorações dos 86 anos de emancipação municipal nesse final de semana. O prefeito João Martins e o ex-José Martins (agora secretário de Governo) recepcionaram os visitantes e os acompanharam ao local das ordens de serviços, nas áreas da Educação, Transportes e Agricultura Familiar
As  unidades do Programa Escola Digna (equipadas), assinadas ordens de serviço para construção de duas escolas de tempo integral e do Farol do Saber, implantadas ações de segurança alimentar (Programa Comida na Mesa e Compra de Produção da Agricultura Familiar) e feita distribuição de kits de irrigação e alimentação (mais de 800 cestas básicas), entre outras ações.
Parcerias – Em pronunciamentos, o vice Brandão destacou a importância das parcerias estabelecidas pelo Governo do Estado com as administrações municipais, proporcionando a realização de obras de médio e grande porte. “Nesta união de esforços promovemos o desenvolvimento regional integrado e dotamos as comunidades dos instrumentos de conforto, segurança e bem-estar”, observou.
Na mesma linha de raciocínio se pronunciaram os secretários Felipe Camarão (Educação) e Rodrigo Lago (Agricultura Familiar) e o deputado Zé Inácio (muito satisfeito, por ser natural de Bequimão), integrantes da comitiva, juntamente com o adjunto da SAF, Ivaldo Rodrigues. Programas de suas áreas contemplaram a população bequimãonense.
Feira/Cidadania – O adjunto da SAF, Ivaldo Rodrigues, foi convidado a transmitir a experiência bem sucedida em São Luís do processo de comercialização da agricultura familiar em Bequimão. O modelo da Feira do Agricultor foi bem recebido pelos líderes comunitários Cleonilde Silva e Carlos Alberto Sá (da Comunidade Marajá), que o consideraram valorizador do trabalho do agricultor familiar.
Outro evento importante foi a instalação da sala da cidadania no Hospital-Maternidade “Lídia Martins”. Em associação com o Tribunal de Justiça e o Cartório local, os nascidos na casa de saúde sairão de lá com a certidão emitida. Fruto do empenho da enfermeira, vereadora e diretora da unidade Janny Matos. Ela agradeceu ao prefeito haver encampado a ideia e a aprovado. A mesma gratidão foi manifestada pela secretária de Saúde, Ramone Araújo.
Política – A programação de aniversário de Bequimão teve emocionado discurso do prefeito João Martins, enaltecendo a trajetória política da família Martins, especialmente seu pai Juca, “tudo fazendo para dotar nossa cidade com o que de melhor pode-se oferecer à população”. Destacou a Educação como fonte de todo o progresso que o município experimenta.
O deputado estadual Zé Inácio, nascido na localidade, confessou sua satisfação em poder, na qualidade de parlamentar, estar contribuindo para o desenvolvimento da terra e o bem-estar do seu povo. Reafirmou sua disposição de empenhar-se junto ao Governo do Estado para atrair novos investimentos para o município e a região.
UNICEF – Como parte da programação do aniversário de Bequimão foi renovada a adesão do município ao Selo UNICEF, programa da Organização das Nações Unidas que premia administrações municipais promotoras de políticas de respeito aos direitos de crianças e adolescentes, principalmente no combate ao trabalho infantil. O prefeito firmou o documento, juntamente com a presidente do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente, Viviane Rodrigues, e secretário de Assistência Social, Josmael Castro.

 

 

Parnarama adere ao agronegócio com mandioca

Agricultores familiares de Parnarama estão prestes a integrar o universo do agronegócio em grande escala. A AMBEV, empresa brasileira produtora de bebidas, negocia aumentar o fornecimento da mandioca cultivada no município para a produção da Magnifica (genuinamente maranhense), da linha de cervejas da multinacional. Cogita-se a instalação de uma unidade produtora no município.
O secretário Breno Silveira e o empresário Rodrigo Dantas mantêm negociações para que os produtores rurais locais fortaleçam o cultivo da raiz, diversificando sua utilização. Atualmente o tubérculo é aproveitado, em larga escala, como matéria-prima de farinha e raízes frescas. Mesmo assim, cultura geradora de ocupação e renda.
Expansão – O secretário municipal de Agricultura, Rildanio Barros, destaca a importância do diálogo para a consolidação e expansão do Projeto Assistec-Mandioca, idealizado pelo Governo do Estado. Sob coordenação da Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e de Extensão Rural do Maranhão – AGERP-MA, o programa objetiva assistir as unidades familiares de produção de mandioca.
O prefeito Raimundo Silveira destaca a importância das negociações e considera que o município caminha para atrair investimentos que o coloque em posição de destaque como polo desenvolvimentista. “O Maranhão se destaca na produção de mandioca, embora o aproveitamento ainda não tenha larga escala comercial. Com essa iniciativa, poderemos elevar a produção da raiz na economia estadual”, aposta.

Agora é pra valer famem é acusada por prefeito desvios de recursos da covid-19

“Esquema”??? Prefeito revela que FAMEM cobrou valores abusivos por testes rápidos de Covid-19.

Erlânio Xavier presidente da FAMEM e prefeito da cidade Igarapé grande

 

Prefeito da cidade de São Pedro dos Crentes, Dr. Lahesio Bonfim

Em entrevista para uma rádio de São Luís, o prefeito de São Pedro dos Crentes, Dr. Lahesio Bonfim, revelou que a FAMEM, presidida pelo prefeito de Igarapé Grande, Erlanio Xavier, cobrou valores abusivos de testes rápidos de Covid-19 para as Prefeituras do Maranhão. Dr. Lahesio afirmou que os valores oferecidos para os prefeitos chegavam a custar quase R$ 300 reais a unidade. “Imagine então o tanto de dinheiro que desapareceu nesse país gastando com besteira, comprando teste rápido, os mesmos testes que eu, três meses depois, comprei por R$ 17 reais. E a CPI está buscando quem usou cloroquina e quem não buscou comprar a vacina antes”, declarou o prefeito.

Seria ótima se a CPI da Covid também abordasse para onde foram os recursos utilizados para a compra de testes rápidos com valores abusivos cobrados pela FAMEM de Erlânio Xavier. A corrupção entrou com força no país durante a pandemia, o presidente da FAMEM deveria dar boas explicações sobre o porquê cobrar valores exorbitantes e explicar qual foi o destino desse dinheiro.

Cedral aniversaria com inaugurações

Cedral (na Baixada Maranhense) comemorou 57 anos de emancipação política, na quarta-feira 9 de junho, respeitando os critérios fixados pelas autoridades sanitárias, em função da pandemia que envolve o universo. O prefeito Fernando Cuba limitou a programação ao essencial relativo à exaltação do fato histórico.
Mas o cenário não impediu que realizações administrativas fossem simbolicamente entregues à população. As comunidades rurais de Retiro de São Bento, Oiteiro e Parati foram contempladas com prédios públicos totalmente reformados para o funcionamento de unidades de saúde e educação. O secretário Paulo Roberto (Saúde) e a diretora escolar Dirá comemoraram.

Marluce Mendes chefe de gabinete da prefeitura de Cedral prestigia os 57 anos do município ao lado prefeito e primeira dama

Ao longo das celebrações participaram o secretariado e as principais lideranças políticas e comunitárias. Atenção especial foi dada aos profissionais da saúde, envolvidos nos procedimentos em defesa da população. Ações preventivas foram adotadas como salvaguarda e apoiadas pela gestão municipal.
Ato político – Na Câmara aconteceu sessão solene, com presença dos vereadores e convidados. O presidente do Poder Legislativo, Maurício Reis (Republicanos), externou a satisfação das bancadas pelo transcurso da data e saudou a população em nome da representação cameral.
Para o vereador, a crise mundial não esmoreceu o espírito dos que lidam com o poder municipal: “Nossas autoridades têm atendido as nossas necessidades; e este poder tem contribuído para manter aceso o ânimo por melhores dias”, reforçou o parlamentar. A mensagem do presidente mereceu alegre acolhida dos seus pares.
Agradecimento – Ao prefeito, ao lado da primeira-dama e secretária de Educação, Eliedene Rosa Cuba, coube agradecer a confiança manifestada pelas lideranças e ressaltar que todo o esforço está sendo feito para minimizar os danos da covid sobre a população. Ele aproveitou para recomendar cuidados ao povo.
Cuba destacou as realizações nestes cincos meses de administração e as dificuldades em conciliar governo e medidas protetivas para o enfrentamento da crise sanitária. Comemorou os baixos índices de contaminação e mortalidade, mas alertou que a guarda deve ser mantida: uso de máscara, sem aglomeração e com distanciamento.
Parceiro – O deputado estadual Roberto Costa (MDB) foi prestigiar a comemoração e entregar 300 kits de alimentos (cestas básicas) a famílias assistidas pelo Serviço Social do Município, administrado pela Secretaria Municipal de Assistência Social, sob o comando da secretária Sarah Carneiro.
Ao agradecer a oferta, a secretária destacou as principais ações desenvolvidas pelo órgão, alinhando os vários programas que se destacam na agenda da repartição. Ao parabenizar o governo municipal pela atuação nesta área, o deputado confessou-se gratificado pela parceria no atendimento das demandas socais.

Fechamento de postos fixos preocupa produtores

O fechamento de postos fixos (barreiras sanitárias) operados pela Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (AGED-MA) preocupa produtores rurais. Eles temem pela invasão de pragas e doenças às lavouras e à produção de origem animal e vegetal. Na região do recentemente desativado Posto Fixo do Pirang(j)i (Araioses), de intensa movimentação oriunda do país, via Nordeste, o temor é crescente.
O acesso ao Maranhão pela área, de diversos insumos, atemoriza o público-alvo, pela ameaça à qualidade da produção agropecuária e à quebra de interesse pelos gêneros exportados pelo Estado a partir do setor primário. “Com as divisas estaduais livres, corremos sérios riscos”, diz Raimundo Machado, agricultor familiar, apelando ao governador pelo retorno às barreiras fechadas.
Ameaça – Ao longo dos 19 anos de existência da AGED-MA barreiras zoofitossanitárias foram mantidas nas principais divisas estaduais do Estado. Elas são estruturas responsáveis pela fiscalização do trânsito de animais e vegetais, de produtos e subprodutos de origem animal e vegetal. A ação impede a entrada de pragas e doenças e garante a saúde dos animais, vegetais e da população. Das muitas existentes restam apenas três: Timon, Gurupi e Barão de Grajaú.
A crescente desativação, sob alegação de prejuízo financeiro à AGED-MA, preocupa servidores, agropecuaristas e agricultores familiares. Os primeiros pelo desemprego; os demais pela ameaça à qualidade dos gêneros e pelo prejuízo à economia. Sustentáculo do agronegócio, a movimentação do mercado sustenta um terço da balança comercial brasileira, com expressiva contribuição maranhense.
Filtro – Pelo Pirang(j)i (entroncamento da MA-345 com a BR-343) chegam produtos de todo o país, via região nordestina. Lavradores e criadores justificam a barreira sanitária como “filtro das pragas e doenças impedidas de entrar em nosso mercado e prejudicar nossa produção de origem animal e vegetal”, avalia o produtor rural José das Graças Lira.
Preocupados a crescente desativação (“em breve não teremos nenhuma!”) das barreiras, servidores e usuários indagam ao Governo do Estado: “O que pretende o poder público com a decisão? Comprometer a qualidade da produção, hoje procurada por imensa faixa de mercado consumidor nacional e internacional?”. Foi a questão colocada pelos produtores rurais Agenor Batista dos Santos e Alexandre Rebelo. Ele temem pela falência do setor primário maranhense.